Invariavelmente quem começa a freqüentar uma casa espírita, ouvir as doutrinas, participar de discussões sobre a parte teórica do espiritismo, entra em conflito com o que sabia anteriormente e com o que agora está aprendendo e que para ela, é uma novidade.
Assim, frequentemente nos chegam pessoas questionando entre outras coisas, sobre o “esquecimento do passado”.
Quando estava à frente de grupos de Terapia Espiritual, costumava explicar o assunto às pessoas que traziam essas dúvidas, fazendo uma comparação com uma situação da vida prática na esperança de ajudá-las a compreender o que para elas, ainda é uma incógnita.
Afinal, ouvimos repetidamente o argumento: se soubéssemos onde erramos, poderíamos com mais facilidade consertar o erro, não é verdade?
Mas...não...não é assim que funciona, infelizmente, para tristeza e decepção de muitas pessoas que querendo acertar, ainda não conseguiram encontrar a chave certa para abrir a porta da compreensão deste mistério. Senão vejamos: Segundo o Espiritismo, cada uma das nossas encarnações é apenas uma fração de segundos perante toda a Eternidade e, se muito aprendemos no Plano Espiritual, em cada “momento” de retorno como o da atual encarnação, colocaremos à prova todo o aprendizado e a vivência dos erros e acertos anteriores.
É agora então o momento de apresentar aquele elemento de comparação que citei acima:
As situações são semelhantes ao vestibular que prestamos para ascendermos ao curso superior. Estudamos, pagamos cursinhos, temos aulas de reforço nas questões onde não nos sentimos confiantes, achamos que aprendemos mas... na hora da prova real, nossa margem de erros e acertos foge da nossa expectativa, nos decepcionando na maioria das vezes. Por isso, equivocadamente, pensamos que o certo seria saber onde erramos para conseguir o acerto.
Ora, vamos refletir usando outro exemplo: se soubéssemos que aquele bebê tão lindo que amamos, embalamos em nosso colo, foi num outro momento encarnatório, aquele amigo que nos traiu, roubando de nós o amor do marido e/ou da esposa. Nos traiu ou nós o traímos nos negócios, nos roubou ou roubamos seus valores ou vidas. Afinal, não somos só nós os agredidos, também já fomos agressores, mesmo hoje, não temos “brotinhos de asas" nas costas, não somos nenhum tipo de anjo celeste, já purificados e perfeitos. Também erramos, traímos, matamos. Também prejudicamos pessoas; já fomos muito mais imperfeitos, muito mais ainda do que somos hoje.
Aí está a questão: Se soubéssemos onde erramos e consequentemente, se soubéssemos como e onde consertar, onde o nosso mérito? Onde nosso esforço no intuito de nos melhorarmos? Não estaríamos então banalizaríamos o esforço que deveremos fazer em benefício do nosso progresso moral e espiritual?
Saber onde erramos repetidamente, não é impossível. Basta prestarmos a devida atenção a determinados pontos que também são recorrentes no nosso dia a dia. Fazemos isso quando por exemplo, numa breve retrospectiva da nossa vida, alcançamos nosso olhar para 10, ou 05 anos passados, procurando identificar nossos fracassos e nossos sucessos. Verificaremos que de forma cíclica, situações semelhantes se mostram à nossa lembrança levando-nos a nos sentir agredidos pela vida. Como sempre, “alguém” precisa ser responsabilizado por isso.
Nesse caso, é a vida!
No entanto, se formos honestos conosco mesmos, veremos que as situações motivadoras dessas situações são basicamente – e para todos nós - as mesmas: nosso grande orgulho, invejas e ciúmes sem propósito, nossas intolerâncias e prepotências e uma lista imensa de vícios; eles são o contrário das virtudes. E onde a espiritualidade amiga; sim meus irmãos, espiritualidade amiga; onde e com quem ela nos colocará para recomeçarmos nossa jornada/aprendizado no atual momento encarnatório? Quem dos nossos desafetos nos servirá de mestre nas situações que serão as “provas do vestibular?” A resposta: o nosso desafeto pode ser aquele bebezinho que tanto amamos.
Por isso, identificamos que ao longo da nossa encarnação a “vida” vai e volta nos trazendo situações aflitivas e colocando em nosso caminho as pessoas que nos trarão desconforto com suas presenças e atitudes.
Nosso orgulho é o maior agente limitador do nosso processo de aprendizagem. Precisamos estar sempre alertas, como um escoteiro, para não deixar que este vício tão arraigado no nosso íntimo seja maior que nossa vontade de evoluir.
Assim, frequentemente nos chegam pessoas questionando entre outras coisas, sobre o “esquecimento do passado”.
Quando estava à frente de grupos de Terapia Espiritual, costumava explicar o assunto às pessoas que traziam essas dúvidas, fazendo uma comparação com uma situação da vida prática na esperança de ajudá-las a compreender o que para elas, ainda é uma incógnita.
Afinal, ouvimos repetidamente o argumento: se soubéssemos onde erramos, poderíamos com mais facilidade consertar o erro, não é verdade?
Mas...não...não é assim que funciona, infelizmente, para tristeza e decepção de muitas pessoas que querendo acertar, ainda não conseguiram encontrar a chave certa para abrir a porta da compreensão deste mistério. Senão vejamos: Segundo o Espiritismo, cada uma das nossas encarnações é apenas uma fração de segundos perante toda a Eternidade e, se muito aprendemos no Plano Espiritual, em cada “momento” de retorno como o da atual encarnação, colocaremos à prova todo o aprendizado e a vivência dos erros e acertos anteriores.
É agora então o momento de apresentar aquele elemento de comparação que citei acima:
As situações são semelhantes ao vestibular que prestamos para ascendermos ao curso superior. Estudamos, pagamos cursinhos, temos aulas de reforço nas questões onde não nos sentimos confiantes, achamos que aprendemos mas... na hora da prova real, nossa margem de erros e acertos foge da nossa expectativa, nos decepcionando na maioria das vezes. Por isso, equivocadamente, pensamos que o certo seria saber onde erramos para conseguir o acerto.
Ora, vamos refletir usando outro exemplo: se soubéssemos que aquele bebê tão lindo que amamos, embalamos em nosso colo, foi num outro momento encarnatório, aquele amigo que nos traiu, roubando de nós o amor do marido e/ou da esposa. Nos traiu ou nós o traímos nos negócios, nos roubou ou roubamos seus valores ou vidas. Afinal, não somos só nós os agredidos, também já fomos agressores, mesmo hoje, não temos “brotinhos de asas" nas costas, não somos nenhum tipo de anjo celeste, já purificados e perfeitos. Também erramos, traímos, matamos. Também prejudicamos pessoas; já fomos muito mais imperfeitos, muito mais ainda do que somos hoje.
Aí está a questão: Se soubéssemos onde erramos e consequentemente, se soubéssemos como e onde consertar, onde o nosso mérito? Onde nosso esforço no intuito de nos melhorarmos? Não estaríamos então banalizaríamos o esforço que deveremos fazer em benefício do nosso progresso moral e espiritual?
Saber onde erramos repetidamente, não é impossível. Basta prestarmos a devida atenção a determinados pontos que também são recorrentes no nosso dia a dia. Fazemos isso quando por exemplo, numa breve retrospectiva da nossa vida, alcançamos nosso olhar para 10, ou 05 anos passados, procurando identificar nossos fracassos e nossos sucessos. Verificaremos que de forma cíclica, situações semelhantes se mostram à nossa lembrança levando-nos a nos sentir agredidos pela vida. Como sempre, “alguém” precisa ser responsabilizado por isso.
Nesse caso, é a vida!
No entanto, se formos honestos conosco mesmos, veremos que as situações motivadoras dessas situações são basicamente – e para todos nós - as mesmas: nosso grande orgulho, invejas e ciúmes sem propósito, nossas intolerâncias e prepotências e uma lista imensa de vícios; eles são o contrário das virtudes. E onde a espiritualidade amiga; sim meus irmãos, espiritualidade amiga; onde e com quem ela nos colocará para recomeçarmos nossa jornada/aprendizado no atual momento encarnatório? Quem dos nossos desafetos nos servirá de mestre nas situações que serão as “provas do vestibular?” A resposta: o nosso desafeto pode ser aquele bebezinho que tanto amamos.
Por isso, identificamos que ao longo da nossa encarnação a “vida” vai e volta nos trazendo situações aflitivas e colocando em nosso caminho as pessoas que nos trarão desconforto com suas presenças e atitudes.
Nosso orgulho é o maior agente limitador do nosso processo de aprendizagem. Precisamos estar sempre alertas, como um escoteiro, para não deixar que este vício tão arraigado no nosso íntimo seja maior que nossa vontade de evoluir.
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