terça-feira, 6 de abril de 2010

Continuação da postagem anterior

Continuando o assunto da publicação anterior, na tentativa de esclarecer quem vier a ler sobre o assunto:

Voltando a falar sobre Deus, ele nos dá oportunidades de redenção a cada momento da nossa existência.
A todos nós; seja o agressor que covardemente cometeu um grave delito, muitas vezes irreversível, seja ao agredido.
Porque preciso dizer, que mesmo o agredido não é um papel em branco. Ele também tem suas necessidades e comprometimentos anteriores. Se ele sofre alguma agressão violenta, não é de graça. Para tudo há um motivo e continuo afirmando: há justiça em tudo que nos acontece, mesmo que nos desagrade profundamente.
Mas.... se o seu coração se compadece das desgraças alheias, se os seus olhos marejam com a dor do outro, significa que você já tem dentro de você sensibilidade suficiente para não cometer o mesmo e até entender o que se passa.

Assim, pelo relato que fiz até o momento, dá para ter um vislumbre de entendimento do que acontece com aquela pessoa que é questionada em suas dúvidas:

Ele atuou negativamente numa encarnação, esqueceu do que fez, porque sua memória física não alcança o fato anterior e é a bondade divina que o ajuda nesse esquecimento. Mesmo quando assistimos aquelas notícias de estupro pela TV, onde as vítimas são mortas cruelmente, às vezes uma criança, Deus e a espiritualidade superior sabem dos motivos. Se a sua memória espiritual tiver a permissão de acessar os seus arquivos, seria apenas no sentido de aprendizado e isso viria como uma vaga intuição, um receio ou alerta de que voce pode errar ao atuar naquela situação.

Quando morremos, somos encaminhados ao plano espiritual de acordo com nossas necessidades de aprendizado e/ou amparo.
TODOS TEM A MESMA OPORTUNIDADE, e apesar das maldades praticadas, são muito raras as exceções como por exemplo, no caso de Hitler que, por seu orgulho, ganância de poder e despotismo, milhões de pessoas foram mortas. Hoje, até onde sabemos pelas psicografias, ele se encontra em forma ovóide e passará assim durante muitos séculos para anestesiar sua mente, amortecer a sua memória de modo a que quando vier a encarnar, não tenha um mínimo vislumbre do que fez. Talvez renasça com defeitos físicos, ou com grave retardo mental, que no caso parece que é o mais certo, ou num processo mental degenerativo, até que consiga diluir todos os seus impulsos malfazejos. Isso porque Deus em sua infinita bondade o quer recuperado, um homem de princípios condizentes com a elevação ético/moral que devemos ter; um HOMEM DE BEM.

Tem pessoas que dizem: Ah, matou mais de 6 milhões de judeus, vai ter que morrer 6 milhões de vezes de uma ou outra forma.
Conjecturamos.... mas não é exatamente assim, amigo. Depois de bastante depurar sua mente, ele pode vir a nascer com uma vontade indômita de ser médico e cuidar de pessoas. É uma forma de redimir-se de seus erros, auxiliando e protegendo pessoas, não necessariamente aquelas a quem agrediu. Redenção pelo AMOR.

Outro argumento que de vez em quando se ouve questionar:

E se caso ela morrer novamente sem pagar pelos seus erros do passado, e não se lembrar do que fez nas outras vidas e assim por diante, quantas vidas ela teria que regressar até conseguir se redimir daqueles atos criminosos que ela praticou naquela tal outra vida será que continuará vindo com defeitos físicos assim por diante até conseguir se lembrar ou praticar ações boas em sua vida nova, e assim ela vai se redimindo? Redimindo até se curar? É assim?

É assim amigo. Vai renascer quantas vezes seja necessário para se melhorar. Essa será sua cura.
E em todas as etapas vividas, encontrará dor e sofrimento como forma de redenção e aprendizado, o que servirá para amalgamar o aço do seu caráter e sua capacidade de perdoar e amar.
Não tenha dúvidas. Por isso, quando você sentir pena de um idoso sendo ultrajado, dois sentimentos são bem vindos:
Primeiro: a compaixão que nos impele a dizer: Que bom! Você tem bons sentimentos e se apiedou;
Segundo: admire essa criatura que sofre porque precisa deste sofrimento para fortalecer-se; e digo mais: o sucesso chega quando não há revolta em vivenciar o sofrimento.

Voltamos ao argumento inicial: uma pessoa comete atrocidades, mata, estupra, estupra a própria filha, e muitas outras pessoas “inocentes”, rouba, enfim comete os mais absurdos dos crimes, e morre antes de "pagar" pelo que cometeu, não vai para uma prisão, afinal, ninguém ficou sabendo do que fez, ou seja, a pessoa comete tudo de ruim e morre sem ser pego, ser preso, mas assim mesmo ela tem consciência do que cometeu.
Por que “inocentes” entre aspas?
Porque ninguém é inocente... ninguém é culpado. Todos estamos aprendendo de acordo com nossas necessidades.

Não esqueçamos nunca que a justiça é divina, de Deus e não dos homens. Ele é quem sabe! Quem somos nós para julgar isso? Não somos nenhum poço de perfeição. Eu gostava sempre de usar o seguinte exemplo:

“ - Pessoal, vamos fazer uma comparação entre nós encarnados na Terra e os níveis de escolaridade: Estamos todos no 2º Ano do segundo grau (agora é o Ens.Médio) mas no 2º ano do segundo grau sabemos que tem o excelente aluno, o ótimo aluno, o bom aluno, o aluno razoável e o péssimo aluno. Os níveis são diferentes em conhecimento, comportamento e atitudes.
Mas todos estão no 2º Ano do segundo grau.”

Amigos/as, espero tê-los de alguma forma ajudado.

Em breve novas publicações.

Dúvidas e mais dúvidas sobre o que diz a Doutrina Espírita

Para todos os amigos que sempre têm algumas dúvidas acerca do que nos acontece e ao que assistimos vida afora, seguem algumas publicações que objetivarão suas compreensões.

O primeiro ponto que não deve ser esquecido: Deus é nosso pai, como tal, quer o melhor para todos nós. Estamos num planeta de “Provas e Expiações”, no qual ainda persistem as iniqüidades e as maldades pois a qualidade dos espíritos que aqui nascem e renascem ainda é de muita imperfeição. Ainda estamos muito comprometidos.

Existe um questionamento recorrente sobre a questão “pagar pelo males, pelos absurdos cometidos”, ou como queira chamar aquilo que são os erros estúpidos que os homens cometem.
Somos todos inocentes e ao mesmo tempo somos todos culpados, o que quero dizer com isso é o seguinte:

Hoje, na nossa atual encarnação, nossa vida neste século, neste ano, a vida de agora, nós estamos: - VERBO ESTAR - vivendo entre as pessoas com as quais precisamos aprender. O nosso lar é um laboratório de experiências e vivências dentro do perdão e do amor. Isso não é pieguice; para amar, você não precisa ser “meloso”, nem viver a passar a mão na cabeça de quem erra, mas quem ama corrige, repreende, educa, dá limites, disciplina, ensina. Também diz NÃO. Não pode, não quero, não faça.

No entanto, precisamos também aprender a conjugar o verbo ser. Nós estamos aqui nesse momento, mas quem somos nós? De onde viemos, de qual encarnação passada estamos resgatando erros? (leia o livro Reparando Erros, de Antonio Carlos, obra psicografada).

Não nos lembramos de nossas atitudes, nem convém lembra-las por muitos motivos. Um deles, bem simples e que serve como exemplo: Você já pensou na possibilidade de um de seus filhos, ou alguém que hoje você muito ame, ter sido o seu algoz numa vida anterior e vocês dois saberem disso? Como seria essa convivência?

Sempre que se olharem irão lembrar do ódio que um dia sentiram, da dor da traição, da agressão sentida... Como vão conseguir aprender o amor paterno/filial? Como aprender o amor? Porque você somente perdoa amando.

Que quero dizer com isso? O seu filho, quando você o recebe em seus braços e na sua casa, você o recebe com amor; afinal como não amar um ser tão pequenino, tão frágil e carente de nossa atenção, que precisa de forma vital de nós? Amar, é um exercício constante, profundo, mágico e maravilhoso.
Ele, o seu filho, pode ser um dos seus inimigos de outras vidas. Quem pode saber?
Mas, se ele chegasse em sua casa já um homem/mulher feito/a, com seus próprios hábitos e costumes, uma pessoa estranha? Como exercitar o amor paterno/filial?

Continua na próxima postagem.
Bom dia a todos os amigos que algum dia visitaram meu blog.
Tudo bem com todos vocês?
Informo que estou de volta à ativa e novamente publicando meus textos.
Uma vez por semana estarei com novos assuntos, novas publicações relativas ao aprendizado teórico da Doutrina Espirita, pois o aprendizado prático será seu e somente seu.
No seu tempo, no seu momento e, como já muito se ouviu, a fruta só cai do pé quando está madura, ou infelizmente quando "bichou".
Somos criaturas de Deus e inteligentes o suficiente para não deixar que isso aconteça.
Então amigos, vamos nos antecipando e fazendo nossa melhoria interior acontecer.
Para todos os amigos, meu abraço e a certeza da sua leitura e comentário pertinente.

Rosângela

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Dando um tempo.......

Aos amigos que me visitam no Blog, informo que estou dando um tempo nas publicações.
Motivo: Estou cursando Filosofia, passei numa seleção para outra Universidade e não estou dando conta das minhas atividades.
São muitas leituras, muitas publicações em sala de aula virtual e por ai vai...

Sou imensamente agradecida pelas visitas que me têm feito, espero tornar a tê-las.

Um forte e carinhoso abraço,

Rosângela

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Porque precisamos esquecer as vidas passadas

Invariavelmente quem começa a freqüentar uma casa espírita, ouvir as doutrinas, participar de discussões sobre a parte teórica do espiritismo, entra em conflito com o que sabia anteriormente e com o que agora está aprendendo e que para ela, é uma novidade.
Assim, frequentemente nos chegam pessoas questionando entre outras coisas, sobre o “esquecimento do passado”.
Quando estava à frente de grupos de Terapia Espiritual, costumava explicar o assunto às pessoas que traziam essas dúvidas, fazendo uma comparação com uma situação da vida prática na esperança de ajudá-las a compreender o que para elas, ainda é uma incógnita.
Afinal, ouvimos repetidamente o argumento: se soubéssemos onde erramos, poderíamos com mais facilidade consertar o erro, não é verdade?
Mas...não...não é assim que funciona, infelizmente, para tristeza e decepção de muitas pessoas que querendo acertar, ainda não conseguiram encontrar a chave certa para abrir a porta da compreensão deste mistério. Senão vejamos: Segundo o Espiritismo, cada uma das nossas encarnações é apenas uma fração de segundos perante toda a Eternidade e, se muito aprendemos no Plano Espiritual, em cada “momento” de retorno como o da atual encarnação, colocaremos à prova todo o aprendizado e a vivência dos erros e acertos anteriores.
É agora então o momento de apresentar aquele elemento de comparação que citei acima:
As situações são semelhantes ao vestibular que prestamos para ascendermos ao curso superior. Estudamos, pagamos cursinhos, temos aulas de reforço nas questões onde não nos sentimos confiantes, achamos que aprendemos mas... na hora da prova real, nossa margem de erros e acertos foge da nossa expectativa, nos decepcionando na maioria das vezes. Por isso, equivocadamente, pensamos que o certo seria saber onde erramos para conseguir o acerto.
Ora, vamos refletir usando outro exemplo: se soubéssemos que aquele bebê tão lindo que amamos, embalamos em nosso colo, foi num outro momento encarnatório, aquele amigo que nos traiu, roubando de nós o amor do marido e/ou da esposa. Nos traiu ou nós o traímos nos negócios, nos roubou ou roubamos seus valores ou vidas. Afinal, não somos só nós os agredidos, também já fomos agressores, mesmo hoje, não temos “brotinhos de asas" nas costas, não somos nenhum tipo de anjo celeste, já purificados e perfeitos. Também erramos, traímos, matamos. Também prejudicamos pessoas; já fomos muito mais imperfeitos, muito mais ainda do que somos hoje.
Aí está a questão: Se soubéssemos onde erramos e consequentemente, se soubéssemos como e onde consertar, onde o nosso mérito? Onde nosso esforço no intuito de nos melhorarmos? Não estaríamos então banalizaríamos o esforço que deveremos fazer em benefício do nosso progresso moral e espiritual?
Saber onde erramos repetidamente, não é impossível. Basta prestarmos a devida atenção a determinados pontos que também são recorrentes no nosso dia a dia. Fazemos isso quando por exemplo, numa breve retrospectiva da nossa vida, alcançamos nosso olhar para 10, ou 05 anos passados, procurando identificar nossos fracassos e nossos sucessos. Verificaremos que de forma cíclica, situações semelhantes se mostram à nossa lembrança levando-nos a nos sentir agredidos pela vida. Como sempre, “alguém” precisa ser responsabilizado por isso.
Nesse caso, é a vida!
No entanto, se formos honestos conosco mesmos, veremos que as situações motivadoras dessas situações são basicamente – e para todos nós - as mesmas: nosso grande orgulho, invejas e ciúmes sem propósito, nossas intolerâncias e prepotências e uma lista imensa de vícios; eles são o contrário das virtudes. E onde a espiritualidade amiga; sim meus irmãos, espiritualidade amiga; onde e com quem ela nos colocará para recomeçarmos nossa jornada/aprendizado no atual momento encarnatório? Quem dos nossos desafetos nos servirá de mestre nas situações que serão as “provas do vestibular?” A resposta: o nosso desafeto pode ser aquele bebezinho que tanto amamos.
Por isso, identificamos que ao longo da nossa encarnação a “vida” vai e volta nos trazendo situações aflitivas e colocando em nosso caminho as pessoas que nos trarão desconforto com suas presenças e atitudes.
Nosso orgulho é o maior agente limitador do nosso processo de aprendizagem. Precisamos estar sempre alertas, como um escoteiro, para não deixar que este vício tão arraigado no nosso íntimo seja maior que nossa vontade de evoluir.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Como entender a separação conjugal.

Hoje em dia, levados pelo tumulto do dia a dia, a corrida pelo sucesso profissional, o desgaste na educação dos filhos e todo envolvimento relacionado à manutenção de uma boa estrutura familiar. O egoísmo da imaturidade que leva os conjuges escolherem situações julgadas as melhores - apenas para si - levam os casamentos a passarem por muitas situações de quebra gerando um forte desgaste emocional.
Não é raro os casais que vivem situações como as citadas acima, sofrerem desgaste e quando ainda há certa imaturidade emocional e anseios de vôos mais altos, chegarem à conclusão que a separação será o melhor caminho.
Evidentemente, no desenrolar deste processo, existe um grande sofrimento, uma angústia que abala as pessoas envolvidas e quase sempre a pessoa que primeiro se desgastou e que é aquela que se movimenta nesse sentido, aquela que decide tomar a atitude do afastamento, aquela que passa por um tempo mais longo de sofrimento e ansiedade.
É a hora do "Eu comigo mesmo". Grande conflito interior.
Afinal, é ela a pessoa quem quer a separação, foi para ela que o limite no convívio com o (a) outro (a) chegou, foi ela quem sentiu que as afinidades se perderam em algum lugar do caminho, ou ...quem sabe... nunca existiram. Como saber? O fato é que tudo tomou uma proporção fora dos limites.
Existe dentro do emocional da pessoa que chega a esse stress, uma contradição imensa pelo sim ou pelo não. Existem muitas coisas que advirão para outras vidas em conseqüência desta tomada de atitude.
São os filhos, as duas famílias, os amigos, bens, moradia, coisas a resolver que pululam na mente, angustiam e estressam. E naturalmente existem familiares e amigos que sabendo da situação e da pretensão, com intenção de ajudar, aconselham, interferem, dão palpites; afinal ao desabafar com alguém damos a este alguém carta branca para opinar sobre nossa situação.
- Meu (minha) marido/mulher é meu carma! (mais comum)
- Meu (minha) colega de trabalho é meu carma!
Ou então:
- Meu trabalho é meu carma”

Seria um carma com C ou um karma com K? O que é Karma afinal? Por que essa diferença na maneira de escrever?

"Karma é uma palavra que vem do Sânscrito, uma língua clássica da Índia. É a língua litúrgica do Hinduísmo, do Budismo e do Jainismo e uma das 23 línguas oficiais da Índia".

Por isso é escrita com K. No ocidente, escrevemos com C, é o nosso usual.
Quando nos referimos as nossas dores da alma, usamos a palavra carma e damos a ela um caráter de auto punição, nos colocando na condição de vítimas ao dizer que temos um carma. É a essa maneira de pensar, de extravassar e se comportar que chamamos de caráter auto punitivo e, nem ao menos buscamos saber ao certo o que realmente esta palavra quer dizer.

Na verdade, temos sim um Carma...
Carma, ou Karma é o somatório de todas as nossas atitudes vividas em todas as nossas encarnações e, observe-se que elas são tanto as atitudes positivas quanto as atitudes negativas. Diríamos que é o somatório do nosso aprendizado e da necessidade de novos aprendizados por meio da vida de relação e nas consequências dela, ou seja,o nosso exercício vivenciado com as pessoas que vierem a cruzar nosso caminho, sejam nas relações amorosas/afetivas ou nos outros relacionamentos da nossa vida.
Assim, nas questões relacionadas ao casamentos e separações de casal, não existem carmas, mas aprendizados. E uma série de questões maiores e menores que deverão ser levadas em conta.
Nunca é um lado só que erra. Uma simples folha de papel também tem dois lados.
Quando fala sobre separação conjugal, o Espiritismo não levanta a bandeira da separação, como também não engrossa as fileiras contra ela. Apenas alerta para que as pessoas envolvidas reflitam sobre a melhor atitude a ser tomada, de modo que consigam perceber que aquela dificuldade no relacionamento é uma das suas necessidades de aprendizado. Será que aquela situação que nos desagrada realmente não tem jeito?
Será que todas as possibilidades de mudança estão esgotadas?
E essas situações, são recorrentes?
Até que ponto interferem não somente no seu eu particular, mas também no íntimo de seus filhos/familia?
A outra pessoa tem intenção de se melhorar?
Há que se considerar todos os ângulos relacionados à situação, a ponderação sobre ficar ou não ficar casado (a) deve levar em conta o caráter emocional, o seu e o dos seus.
- Sofrerão menos com manter o casamento ou se ele acabar?
- Quero me separar para fazer o quê de melhor pela minha vida e/ou minha família?
Nosso alerta maior em relação à toda a situação chama-se Bom Senso.

O grande divulgador da Doutrina de Jesus, Paulo de Tarso dizia: “Tudo me é lícito, mas nem tudo me convém”.

Em outro momento voltaremos com esta abordagem.
Aguardem!

domingo, 9 de agosto de 2009

Quem é responsável pelas nossas dores?

Sempre que passamos por alguma situação que nos leva ao sofrimento,tendemos a responsabilizar alguém pela dor que estamos sentindo.
Assim, desde a infância justificamos nossos fracassos e nossas dificuldades, colocando a "culpa" delas nos nossos pais, afinal eles estão mais próximos. Depois, quando adolescentes, para certas coisas, os pais continuam sendo os "culpados"; para outras coisas, os amigos acabam sendo responsabilizados e outras situações ainda tem como grande responsável o Criador, a culpa acaba sendo de Deus... e essa é a primeira justificativa que aparece na cabeça da grande maioria das pessoas nessa situação.
A culpa é Dele.
O difícil tanto para os leigos em Doutrina Espírita, como para os adeptos, é o entendimento de que nós mesmos somos os verdadeiros responsáveis pelas nossas dores.É preciso que nos atentemos que o processo é mais ou menos o seguinte: a cada ação corresponde uma reação.
Exemplificando, na prática: assim como o semeador prepara a terra para o plantio a cada temporada, o homem também prepara suas vidas, ou seja, ele prepara a terra para o modo como acontecerão suas próximas encarnações.Desta maneira, de acordo com seus procedimentos, as suas escolhas, as suas reações às ações e as suas atitudes mesmo, ele, o homem, se torna responsável pelo tipo de resgate pelo qual vai passar.
É isso que queremos dizer ao comparar o semeador da terra conosco.
Ele ara a terra, aduba, sulca, escolhe as sementes. Depois, rega e, quando as sementes brotam, ele cuida, limpa as ervas daninhas, cuida para que ela cresça forte e dê frutos.
Nós fazemos o mesmo, apenas o paralelo de comparação usado anteriormente é apenas para facilitar o entendimento prático da situação. A Doutrina Espírita tem numa das suas máximas, o seguinte:
"A semeadura é livre, a colheita, obrigatória".
Assim amigos, só vamos colher, nesta ou n'outra encarnação aquilo que um dia plantamos.Como é então que fazemos isso?Quando no dia a dia agimos e reagimos de acordo com nossos sentimentos, com nossas emoções, a nossa índole, nosso caráter e, invariavelmente relutamos na mudança - reforma interior - a que temos necessidade de estar atentos.Não medimos os meios quando queremos as coisas, os lugares, as pessoas.Para conseguir o que queremos, nem sempre refletimos sobre os meios usados para chegar lá, mas antes, objetivamos o FIM.
Assim, enganamos, mentimos, traimos, prejudicamos, às vezes irremediavelmente, a vida ou a reputação das pessoas por quem não nutrimos simpatia, de quem sentimos medo de se sobressair, de ofuscar o nosso "brilho". Para nosso raciocínio equivocado, elas são pessoas que precisam ser afastadas do nosso convívio.
E, se acaso nossa moral, nossa ética não são ainda sólidas, não atingem um ponto mínimo de bom senso, achamos que não estamos fazendo nada de mais. Achamos que nossas atitudes são naturais.
Explico; erramos pela nossa imperfeição e pela nossa imensa ignorância. Mas estejamos alertas: não por isso deixa de ser um erro que um dia aprenderemos a não cometer mais. Como sempre se diz na parte teórica da doutrina, se não aprendemos pelo Amor, acabamos aprendendo pela Dor.
Mais uma vez é preciso usar da sábia máxima de Sócrates:

CONHECE-TE A TI MESMO!

Este é o melhor começo.