quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Como entender a separação conjugal.

Hoje em dia, levados pelo tumulto do dia a dia, a corrida pelo sucesso profissional, o desgaste na educação dos filhos e todo envolvimento relacionado à manutenção de uma boa estrutura familiar. O egoísmo da imaturidade que leva os conjuges escolherem situações julgadas as melhores - apenas para si - levam os casamentos a passarem por muitas situações de quebra gerando um forte desgaste emocional.
Não é raro os casais que vivem situações como as citadas acima, sofrerem desgaste e quando ainda há certa imaturidade emocional e anseios de vôos mais altos, chegarem à conclusão que a separação será o melhor caminho.
Evidentemente, no desenrolar deste processo, existe um grande sofrimento, uma angústia que abala as pessoas envolvidas e quase sempre a pessoa que primeiro se desgastou e que é aquela que se movimenta nesse sentido, aquela que decide tomar a atitude do afastamento, aquela que passa por um tempo mais longo de sofrimento e ansiedade.
É a hora do "Eu comigo mesmo". Grande conflito interior.
Afinal, é ela a pessoa quem quer a separação, foi para ela que o limite no convívio com o (a) outro (a) chegou, foi ela quem sentiu que as afinidades se perderam em algum lugar do caminho, ou ...quem sabe... nunca existiram. Como saber? O fato é que tudo tomou uma proporção fora dos limites.
Existe dentro do emocional da pessoa que chega a esse stress, uma contradição imensa pelo sim ou pelo não. Existem muitas coisas que advirão para outras vidas em conseqüência desta tomada de atitude.
São os filhos, as duas famílias, os amigos, bens, moradia, coisas a resolver que pululam na mente, angustiam e estressam. E naturalmente existem familiares e amigos que sabendo da situação e da pretensão, com intenção de ajudar, aconselham, interferem, dão palpites; afinal ao desabafar com alguém damos a este alguém carta branca para opinar sobre nossa situação.
- Meu (minha) marido/mulher é meu carma! (mais comum)
- Meu (minha) colega de trabalho é meu carma!
Ou então:
- Meu trabalho é meu carma”

Seria um carma com C ou um karma com K? O que é Karma afinal? Por que essa diferença na maneira de escrever?

"Karma é uma palavra que vem do Sânscrito, uma língua clássica da Índia. É a língua litúrgica do Hinduísmo, do Budismo e do Jainismo e uma das 23 línguas oficiais da Índia".

Por isso é escrita com K. No ocidente, escrevemos com C, é o nosso usual.
Quando nos referimos as nossas dores da alma, usamos a palavra carma e damos a ela um caráter de auto punição, nos colocando na condição de vítimas ao dizer que temos um carma. É a essa maneira de pensar, de extravassar e se comportar que chamamos de caráter auto punitivo e, nem ao menos buscamos saber ao certo o que realmente esta palavra quer dizer.

Na verdade, temos sim um Carma...
Carma, ou Karma é o somatório de todas as nossas atitudes vividas em todas as nossas encarnações e, observe-se que elas são tanto as atitudes positivas quanto as atitudes negativas. Diríamos que é o somatório do nosso aprendizado e da necessidade de novos aprendizados por meio da vida de relação e nas consequências dela, ou seja,o nosso exercício vivenciado com as pessoas que vierem a cruzar nosso caminho, sejam nas relações amorosas/afetivas ou nos outros relacionamentos da nossa vida.
Assim, nas questões relacionadas ao casamentos e separações de casal, não existem carmas, mas aprendizados. E uma série de questões maiores e menores que deverão ser levadas em conta.
Nunca é um lado só que erra. Uma simples folha de papel também tem dois lados.
Quando fala sobre separação conjugal, o Espiritismo não levanta a bandeira da separação, como também não engrossa as fileiras contra ela. Apenas alerta para que as pessoas envolvidas reflitam sobre a melhor atitude a ser tomada, de modo que consigam perceber que aquela dificuldade no relacionamento é uma das suas necessidades de aprendizado. Será que aquela situação que nos desagrada realmente não tem jeito?
Será que todas as possibilidades de mudança estão esgotadas?
E essas situações, são recorrentes?
Até que ponto interferem não somente no seu eu particular, mas também no íntimo de seus filhos/familia?
A outra pessoa tem intenção de se melhorar?
Há que se considerar todos os ângulos relacionados à situação, a ponderação sobre ficar ou não ficar casado (a) deve levar em conta o caráter emocional, o seu e o dos seus.
- Sofrerão menos com manter o casamento ou se ele acabar?
- Quero me separar para fazer o quê de melhor pela minha vida e/ou minha família?
Nosso alerta maior em relação à toda a situação chama-se Bom Senso.

O grande divulgador da Doutrina de Jesus, Paulo de Tarso dizia: “Tudo me é lícito, mas nem tudo me convém”.

Em outro momento voltaremos com esta abordagem.
Aguardem!

Um comentário:

  1. Adorei sua considerações. São tão sensatas e a meu ver as três postagens de uma forma ou de outra acabam se completando.
    Vou virar freguesa!.
    Beijos.
    Vera Lúcia Carmo

    ResponderExcluir