domingo, 9 de agosto de 2009

Quem é responsável pelas nossas dores?

Sempre que passamos por alguma situação que nos leva ao sofrimento,tendemos a responsabilizar alguém pela dor que estamos sentindo.
Assim, desde a infância justificamos nossos fracassos e nossas dificuldades, colocando a "culpa" delas nos nossos pais, afinal eles estão mais próximos. Depois, quando adolescentes, para certas coisas, os pais continuam sendo os "culpados"; para outras coisas, os amigos acabam sendo responsabilizados e outras situações ainda tem como grande responsável o Criador, a culpa acaba sendo de Deus... e essa é a primeira justificativa que aparece na cabeça da grande maioria das pessoas nessa situação.
A culpa é Dele.
O difícil tanto para os leigos em Doutrina Espírita, como para os adeptos, é o entendimento de que nós mesmos somos os verdadeiros responsáveis pelas nossas dores.É preciso que nos atentemos que o processo é mais ou menos o seguinte: a cada ação corresponde uma reação.
Exemplificando, na prática: assim como o semeador prepara a terra para o plantio a cada temporada, o homem também prepara suas vidas, ou seja, ele prepara a terra para o modo como acontecerão suas próximas encarnações.Desta maneira, de acordo com seus procedimentos, as suas escolhas, as suas reações às ações e as suas atitudes mesmo, ele, o homem, se torna responsável pelo tipo de resgate pelo qual vai passar.
É isso que queremos dizer ao comparar o semeador da terra conosco.
Ele ara a terra, aduba, sulca, escolhe as sementes. Depois, rega e, quando as sementes brotam, ele cuida, limpa as ervas daninhas, cuida para que ela cresça forte e dê frutos.
Nós fazemos o mesmo, apenas o paralelo de comparação usado anteriormente é apenas para facilitar o entendimento prático da situação. A Doutrina Espírita tem numa das suas máximas, o seguinte:
"A semeadura é livre, a colheita, obrigatória".
Assim amigos, só vamos colher, nesta ou n'outra encarnação aquilo que um dia plantamos.Como é então que fazemos isso?Quando no dia a dia agimos e reagimos de acordo com nossos sentimentos, com nossas emoções, a nossa índole, nosso caráter e, invariavelmente relutamos na mudança - reforma interior - a que temos necessidade de estar atentos.Não medimos os meios quando queremos as coisas, os lugares, as pessoas.Para conseguir o que queremos, nem sempre refletimos sobre os meios usados para chegar lá, mas antes, objetivamos o FIM.
Assim, enganamos, mentimos, traimos, prejudicamos, às vezes irremediavelmente, a vida ou a reputação das pessoas por quem não nutrimos simpatia, de quem sentimos medo de se sobressair, de ofuscar o nosso "brilho". Para nosso raciocínio equivocado, elas são pessoas que precisam ser afastadas do nosso convívio.
E, se acaso nossa moral, nossa ética não são ainda sólidas, não atingem um ponto mínimo de bom senso, achamos que não estamos fazendo nada de mais. Achamos que nossas atitudes são naturais.
Explico; erramos pela nossa imperfeição e pela nossa imensa ignorância. Mas estejamos alertas: não por isso deixa de ser um erro que um dia aprenderemos a não cometer mais. Como sempre se diz na parte teórica da doutrina, se não aprendemos pelo Amor, acabamos aprendendo pela Dor.
Mais uma vez é preciso usar da sábia máxima de Sócrates:

CONHECE-TE A TI MESMO!

Este é o melhor começo.

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